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fevereiro 11, 2014

MUDAMOS DE ENDEREÇO

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janeiro 17, 2013

*** MELHORES DE 2012: VOTAÇÃO DOS LEITORES

Tilda Swinton em "Precisamos Falar Sobre Kevin"






Leitores deste blog absorveram, processaram e escolheram OS MELHORES FILMES DE 2012, juntando o intimismo europeu, referências pop, fábula oriental, o talento de Marion Cotillard, crítica social e a amarga poética pernambucana. Nada de desbragadamente comercial, moralizante ou medíocre, somente filmes animadores. Foram 38 votos, resultando no primeiro lugar para o drama “Amor”, de Michael Haneke. O segundo colocado, “As Aventuras de Pi”, não faz parte da lista oficial dos melhores do “Falcão Maltês”, assim como “A Invenção de Hugo Cabret”, “Ferrugem e Osso” e “Polissia” – que ainda não assisti. Receberam votos também o belga-franco-italiano “O Garoto da Bicicleta / Le Gamin au Vélo”, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne; o baiano “Jardim das Folhas Sagradas”, de Pola Ribeiro; e o iraniano “A Separação / Jodaeiye Nader az Simin”, de Ashgar Farhadi.

Ganharam o sorteio – três DVDs clássicos para o primeiro e dois para o segundo – os leitores João Augusto e Gilberto Carlos. Peço que escrevam enviando endereço. Todos sabem que listas não conferem, automaticamente, certificado de qualidade a nenhum filme, mas algumas delas reforçam a divulgação de longas que escapam da vala comum dos blockbusters, seduzindo com imagens carregadas de sensibilidade. E nunca é demais celebrar bons filmes. Confira a seguir a lista dos nossos leitores, dê sua opinião, e no final vote no seu filme preferido de 2012! Você concorda? O resultado é este aqui:




 (01)
O6 votos

AMOR
(Amour, 2012, França, Alemanha e Áustria)


de Michael Haneke
roteiro de Michael Haneke
com Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva e Isabelle Huppert

Indicado aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Atriz;
Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes; 
European Film Awards: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Atriz; 
Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro; 
Melhor Filme e Melhor Atriz da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles; 
Melhor Filme Estrangeiro do National Board of Review




(02)
05 votos

AS AVENTURAS DE PI
(Life of Pi, 2012, EUA, China e Taiwan)


de Ang Lee
roteiro de David Magee
romance de Yann Martel
com Suraj Sharma, Irrfan Khan e Gérard Depardieu

Indicado aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Fotografia;
 Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora




(03)
04 votos

INTOCÁVEIS
(Intouchables, 2011, França)


de Eric Toledano & Olivier Nakache
roteiro de Eric Toledano & Olivier Nakache
com François Cluzet, Omar Sy e Anne Le Ny

César de Melhor Ator (Sy);
 David di Donatello de Melhor Filme Europeu




PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN
(We Need to Talk About Kevin, 2011, Inglaterra e EUA)


de Lynne Ramsay
roteiro de Lynne Ramsay e Rory Kinnear 
adaptação da romance de Lionel Shriver 
com Tilda Swinton, John C. Reilly e Ezra Miller

Melhor Atriz no European Film Awards;
 Melhor Atriz do National Board of Review




(04)
03 votos

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET
(Hugo, 2011, EUA)


de Martin Scorsese
roteiro de John Logan
adaptação do romance de Brian Selznick
com Asa Butterfield, Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, 
Christopher Lee e Jude Law

BAFTA de Melhor Fotografia, Melhor Cenografia e Melhor Vestuário;
 Melhor Diretor da Associação dos Críticos de Cinema de Boston;
 Globo de Ouro de Melhor Direção;
 Melhor Filme e Melhor Direção da National Board of Review




(05)
02 votos

FAUSTO
(Faust, 2011, Rússia)


de Aleksandr Sokurov
roteiro de Aleksandr Sokurov
adaptação do livro de Yuri Arabov
com Johannes Zeiler, Anton Adasinsky e Hanna Schygulla

Leão de Ouro no Festival de Veneza




A FEBRE DO RATO
(2011, Brasil)


de Cláudio Assis
roteiro de Hilton Lacerda
com Irandhir Santos, Nanda Costa e Matheus Nachtergaele




FERRUGEM E OSSO
(De rouille et d'os, 2012, França e Bélgica)


de Jacques Audiard
roteiro de Jacques Audiard e Thomas Bidegain
com Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts




POLISSIA
(Polisse, 2011, França)


de Maïwenn
roteiro de Maïwenn e Emmanuelle Bercot
com Karin Viard, Joey Starr e Marina Foïs




janeiro 06, 2013

********** OS 10 MELHORES FILMES DE 2012


Edição Nº 94









Cinéfilo de carteirinha gosta de diversos tipos de filmes, desde certos blockbusters aos indicados ao Oscar, de clássicos imperdíveis a cults que saíram bem falados dos festivais. Acreditando nessa teoria, O FALCÃO MALTÊS assistiu 513 filmes em 2012, listando aqui OS 10 MELHORES FILMES DO ANO, mas também quer saber quais deles você curtiu mais. Diga qual é o seu filme preferido de 2012 e explique a sua escolha, concorrendo a cinco títulos inesquecíveis. É rápido e fácil. Participe! Pode votar em um filme fora da nossa lista. O 1º lugar leva três filmes em DVD, o  2º ganha dois. Participam do sorteio somente os comentários com um título e a justificativa da escolha, que não precisa ser longa, basta uma frase. A promoção limita-se ao território brasileiro e o resultado será divulgado na nossa próxima postagem com a lista dos 10 mais votados pelos leitores.

A verdade é que 2012 não foi um bom ano para o cinema. Tanto que não foi difícil selecionar dez filmes para compor a lista dos meus preferidos. Nela, vale lembrar, entram somente filmes que vi. Aproveito também para listar OS 10 MELHORES CLÁSSICOS QUE VI EM 2012. Vamos às listas, do décimo ao primeirão. Se você perdeu algum dos longas a seguir, anote e corra atrás!



(10)
UM METÓDO PERIGOSO
(A Dangerous Method, 2011)
de David Cronenberg
(Inglaterra, Alemanha, Canadá e Suiça)


Cinebiografia dos célebres psicanalistas Sigmund Freud e Carl Jung, focalizando a relação entre os personagens e o triângulo amoroso formado com uma paciente. Baseia-se na peça “The Talking Cure”, de Christopher Hampton. Um grande mérito do filme está em não sucumbir ao peso habitual das produções de época, permitindo que seus personagens se movimentem e reajam de forma natural. O diretor também enfrenta a contento o desafio de humanizar dois mitos do nível de Freud e Jung, tornando palpáveis tanto suas contradições quanto seus sentimentos.



(09)
A FEBRE DO RATO
(2011)
de Cláudio Assis
(Brasil)


Febre do rato é uma expressão típica do Nordeste, que significa estar fora de controle. O protagonista do filme, um anti-herói poeta por vocação, dedica a vida à publicação de seu jornaleco, cujo nome é o mesmo do título. O objetivo é expor suas ideias, repletas de propostas anárquicas que valorizam o livre arbítrio das pessoas, sem se prender às amarras morais impostas pela “vida civilizada”. O diretor pernambucano brilha novamente ao retratar seu universo sórdido. Destaque para a fotografia em preto-e-branco de Walter Carvalho.



 (08)
INTOCÁVEIS
(Intouchables, 2011)
de Eric Toledano e Olivier Nakache
(França)


Inspirada em uma história real, a comédia dramática levou mais de 20 milhões de franceses aos cinemas. O que poderia render um dramalhão lacrimoso virou uma espirituosa trama capaz de tirar do sério um tema espinhoso. Após sofrer um acidente, um milionário fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar um jovem negro problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Começa aí uma amizade improvável embalada por situações ora divertidas, ora emocionantes, quase sempre de deixar a plateia com um nó na garganta. César de Melhor Ator para Omar Sy.



(07)
MISTÉRIOS DE LISBOA
(2010)
de Raoul Ruiz
(Portugal e França)


O amor arrebatador e trágico do romancista Camilo Castelo Branco num monumental filme de quatro horas e meia (seis na versão televisiva que tem a forma de uma minissérie de seis episódios) que conta com excelentes interpretações. O enredo cruza uma série de histórias. Filme de cores sombrias, próximas do sépia. Uma sensível viagem no tempo.



(06)
HOLY MOTORS
(Idem, 2012)
de Leos Carax
(França e Alemanha)


Não é um filme fácil. O óbvio simplesmente não existe. Estranho, conceitual, cumpre seu papel de instigar e maravilhar. Fábula surrealista, daquelas em que o espectador é deixado com muitas dúvidas e praticamente nenhuma resposta. O jogo aqui não é distinguir realidade de ficção, mas ficção de ficção. E é durante a série de metamorfoses a que o ator Denis Lavant é submetido que o filme se desenvolve como uma espécie de compêndio sobre a arte e a necessidade de representar e interpretar, seja na tela de cinema ou fora dela. Um delírio estético, no melhor sentido.



(05)
MOONRISE KINGDOM
(Idem, 2012)
de Wes Anderson
(EUA)


Wes Anderson mais uma vez lança mão de seu estilo extravagante, agora para narrar o romance juvenil entre um impetuoso escoteiro e uma garota introspectiva e emotivamente complexa, membros das típicas famílias disfuncionais dos filmes do diretor. É um filme doce, com aura de fábula, que fala sobre descobertas e sentimentos. Sensível, delicado, humano e comovente.



(04)
DRIVE
(Idem, 2011)
de Nicolas Winding Refn
(EUA)


Pode parecer a princípio, mas não é um filme revisionista ou saudosista. A memória dos anos 70 que ele resgata está na forma com que combina o estilo elegante e a brutalidade de filmes como “Os Implacáveis / The Getaway” (1972), de Sam Peckinpah ou “Operação França / The French Connectiom” (1971), de William Friedkin. Violento e perturbador. Atuação marcante de Ryan Gosling. Melhor Diretor no Festival de Cannes.



 (03)
FAUSTO
(Faust, 2011)
de Aleksandr Sokurov
(Rússia)


Livre adaptação da obra de Goethe. Tem um bom ritmo e diálogos que prendem a atenção, ainda que pouca coisa de fato aconteça no diabólico pacto do protagonista com Mefisto. Leão de Ouro no Festival de Veneza.



(02)
PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN
(We Need to Talk About Kevin, 2011)
de Lynne Ramsay
(Inglaterra e EUA)


Perturbador não apenas pela história em si, mas pela inexistência de um motivo para o ato brutal, seja ele qual for. Apenas a constatação de que a mente humana, que pode produzir tantas maravilhas, é também capaz das maiores atrocidades. Melhor Atriz no European Film Awards.



(01)
AMOUR
(Idem, 2012)
de Michael Haneke
(França, Alemanha e Áustria)


Um casal de octogenários enfrenta a progressiva deterioração física e mental da esposa e as difíceis opções que devem ser feitas pelo marido. Palma de ouro em Cannes. Deliberado e elegante exercício sobre amor e moral no inverno da vida, Michael Haneke desafia a plateia a refletir sobre nosso inevitável destino como seres humanos. Desempenhos extraordinários de Emmanuelle Riva e Jean Louis Trintignant. Palma de Ouro no Festival de Cannes. Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Atriz no European Film Awards.








OS 10 MELHORES CLÁSSICOS QUE VI EM 2012


(10)
DENTRO DA NOITE
(They Drive by Night, 1940)
de Raoul Walsh
(EUA)



(09)
O CORVO
(Le Corbeau, 1943)
de Henri-Georges Clouzot
(França)



(08)
OS ASSASSINOS
(The Killers, 1964)
de Don Siegel
(EUA)



(07)
ONIBABA
(Idem, 1964)
de Kaneto Shindô
(Japão)



(06)
O PADRE E A MOÇA
(1966)
de Joaquin Pedro de Andrade
(Brasil)



(05)
AMARGA ESPERANÇA
(They Live by Night, 1948)
de Nicholas Ray
(EUA)



(04)
VERÃO VIOLENTO
(Estate Violenta, 1959)
de Valério Zurlini
(Itália)



(03)
NOITE E NEBLINA
(Nuit et Brouillard, 1955)
de Alain Resnais
(França)



(02)
CHAMAS DE VERÃO
(Mademoiselle, 1966)
de Tony Richardson
(França e Inglaterra)



(01)
A GRANDE ILUSÃO
(La Grande Illusion, 1937)
de Jean Renoir
(França)